Dia após dia
desço a escada do meu bloco
e vou ao jardim do prédio
para ver como está se saindo
a flor que plantei.
Sempre é um olhar diferente
dela dentro do meu peito.
Sempre é outra a brisa
que me causa frêmitos
e certamente a ela
também.
Na hora da despedida,
penso "Deus, não mereço
tanto êxtase e encanto
no meu pescoço"
Sim, no meu pescoço,
pois a flor que plantei
no jardim do prédio
naturalmente despede-se
encostando suas pétalas
e me fazendo cócegas
pertinho da orelha.
(ela não usa batom,
portanto não há problema
quando entro em casa
e sento para o jantar)
desço a escada do meu bloco
e vou ao jardim do prédio
para ver como está se saindo
a flor que plantei.
Sempre é um olhar diferente
dela dentro do meu peito.
Sempre é outra a brisa
que me causa frêmitos
e certamente a ela
também.
Na hora da despedida,
penso "Deus, não mereço
tanto êxtase e encanto
no meu pescoço"
Sim, no meu pescoço,
pois a flor que plantei
no jardim do prédio
naturalmente despede-se
encostando suas pétalas
e me fazendo cócegas
pertinho da orelha.
(ela não usa batom,
portanto não há problema
quando entro em casa
e sento para o jantar)