Sair de casa e voltar para casa
Sem temores distante de ciladas.
(Um reino de delícias
Ao monge que vivia
Seduzido pela
Insensatez)
Nada mais justo.
Afinal, são os monges
Que revelam ao mundo
Os mais cintilantes pagãos.
quarta-feira, 25 de março de 2015
terça-feira, 24 de março de 2015
"Como você se sente (perguntou
Um gafanhoto a uma borboleta)
Como você se sente com
Esses desenhos e cores
Fascinantes a encantar
A natureza?"
"Só vivo
Um dia"
(Respondeu
A borboleta)
"Lenda, há espécies
Que chegam a nove
Meses de encanto"
(Retrucou o gafanhoto
E afastou-se áspero
Pela folha de goiaba)
Um gafanhoto a uma borboleta)
Como você se sente com
Esses desenhos e cores
Fascinantes a encantar
A natureza?"
"Só vivo
Um dia"
(Respondeu
A borboleta)
"Lenda, há espécies
Que chegam a nove
Meses de encanto"
(Retrucou o gafanhoto
E afastou-se áspero
Pela folha de goiaba)
Na juventude,
Andava de bar
Em bar perguntando
Quem gostava de poesia.
Não. Detesto. Deus me livre. Fora.
Até que vi uma menina em uma mesa
Distante da banda que tocava Scorpions.
Fui até à mocinha, Perguntei "Você gosta de poesia?"
Sorriu-me a pequena com um riso de mestiça
E respondeu-me "Poetas são loucos que
Adoram falar sozinhos... Eu amo..."
Não tivemos um filho.
Mas eu enlouqueci
E ela perdeu
Um seio.
Triste o fim.
(O tempo juntos
Tão maravilhoso)
Andava de bar
Em bar perguntando
Quem gostava de poesia.
Não. Detesto. Deus me livre. Fora.
Até que vi uma menina em uma mesa
Distante da banda que tocava Scorpions.
Fui até à mocinha, Perguntei "Você gosta de poesia?"
Sorriu-me a pequena com um riso de mestiça
E respondeu-me "Poetas são loucos que
Adoram falar sozinhos... Eu amo..."
Não tivemos um filho.
Mas eu enlouqueci
E ela perdeu
Um seio.
Triste o fim.
(O tempo juntos
Tão maravilhoso)
Poema não é filho.
(Esclareçamos) Portanto,
Você pode apagá-lo se sentir-lhe
Fragilidade nas asas e pouco interesse.
Usar catapulta para lançar
Um poema aos céus
É mediocridade.
Na maioria das vezes,
O poema bate em alguma coisa
No ar e cai como uma bola de fogo.
Um desastre.
Há poema, entretanto, que rasteja
E se sobressai senhor das sombras:
O sol quando desce
Pelo muro do quintal
Ou as patas de uma
Lagarta-de-fogo
Pelo jarro.
(Esclareçamos) Portanto,
Você pode apagá-lo se sentir-lhe
Fragilidade nas asas e pouco interesse.
Usar catapulta para lançar
Um poema aos céus
É mediocridade.
Na maioria das vezes,
O poema bate em alguma coisa
No ar e cai como uma bola de fogo.
Um desastre.
Há poema, entretanto, que rasteja
E se sobressai senhor das sombras:
O sol quando desce
Pelo muro do quintal
Ou as patas de uma
Lagarta-de-fogo
Pelo jarro.
Muita gente supõe-me um canalha.
Até pensa que barulho faria uma faca
Entre minhas costelas. Ainda bem que tenho
Como suporte os corvos da minha floresta sombria.
Serão eles os artífices
De quem me quiser o mal.
E digo mais,
Os meus corvos
Da floresta sombria
Fizeram parte da trupe
Da águia - e como se deliciaram
Do fígado de Prometeus (o ingênuo).
Até pensa que barulho faria uma faca
Entre minhas costelas. Ainda bem que tenho
Como suporte os corvos da minha floresta sombria.
Serão eles os artífices
De quem me quiser o mal.
E digo mais,
Os meus corvos
Da floresta sombria
Fizeram parte da trupe
Da águia - e como se deliciaram
Do fígado de Prometeus (o ingênuo).
(Você queimará, destruirá, eliminará
Do coração o amor e dos olhos a luz?)
O temor já não faz sentido
(Nem a fúria e desalento
Do passado) Tampouco
Espere arroubos pra
Amanhã.
Olhe as linhas das suas mãos.
Suspire. Aqueles navios perdidos
Em alto mar retornam para sua casa
E atracam em seu ventre trazendo soltos
Nos mastros gaivotas, albatrozes, flamingos.
Do coração o amor e dos olhos a luz?)
O temor já não faz sentido
(Nem a fúria e desalento
Do passado) Tampouco
Espere arroubos pra
Amanhã.
Olhe as linhas das suas mãos.
Suspire. Aqueles navios perdidos
Em alto mar retornam para sua casa
E atracam em seu ventre trazendo soltos
Nos mastros gaivotas, albatrozes, flamingos.
Sinto pesar, mas aos olhos de passarinho,
Um casal que nunca caiu em atração
Pelo desconhecido sob a brisa
De uma manhã de outono,
Não é um casal eleito.
Mas aprisionado.
Pois é natural
Ao homem e à mulher
O arrepio febril por outra pessoa.
Nem que seja
Por um segundo
Enquanto os botões
Das flores de cerejeiras
Caem sobre o gramado do mosteiro.
Um casal que nunca caiu em atração
Pelo desconhecido sob a brisa
De uma manhã de outono,
Não é um casal eleito.
Mas aprisionado.
Pois é natural
Ao homem e à mulher
O arrepio febril por outra pessoa.
Nem que seja
Por um segundo
Enquanto os botões
Das flores de cerejeiras
Caem sobre o gramado do mosteiro.
Mais uma vez, desarrumo as minhas coisas.
Jogar o mundo de lirismo fora do meu coração.
E eu que sempre estive pronto aos sonhos, luto
Contra sombras (é desigual) lutar contra sombras.
A sua manhã pode ser mágica:
Bata palmas pra brisa que entra
Pela janela do banheiro e pega-lhe
Desprevenido o tórax e as costelas.
Antes do banho,
O seu sorriso.
Jogar o mundo de lirismo fora do meu coração.
E eu que sempre estive pronto aos sonhos, luto
Contra sombras (é desigual) lutar contra sombras.
A sua manhã pode ser mágica:
Bata palmas pra brisa que entra
Pela janela do banheiro e pega-lhe
Desprevenido o tórax e as costelas.
Antes do banho,
O seu sorriso.
Não ponho uma gota de álcool em minha boca.
(A partir daí, menos de um passo pra felicidade)
O monstro, o lado horripilante da minha alma,
Anda trancafiado e a chave está comigo
Em volta do meu pescoço (acima
Do coração).
São quase duas da madrugada
E se eu não escrevesse poemas
Seria um cavalo-marinho tristonho
Escolha bem os seus inimigos.
Não vá querer amá-los depois
De costurar os nomes em
Bocas de sapos.
Os meus inimigos
Viraram purpurina.
Ainda podemos ver algum
Vaga-lume fora da floresta.
(A partir daí, menos de um passo pra felicidade)
O monstro, o lado horripilante da minha alma,
Anda trancafiado e a chave está comigo
Em volta do meu pescoço (acima
Do coração).
São quase duas da madrugada
E se eu não escrevesse poemas
Seria um cavalo-marinho tristonho
Escolha bem os seus inimigos.
Não vá querer amá-los depois
De costurar os nomes em
Bocas de sapos.
Os meus inimigos
Viraram purpurina.
Ainda podemos ver algum
Vaga-lume fora da floresta.
segunda-feira, 23 de março de 2015
Sabe aqueles enfeites com ímã
Que se colam em porta
De geladeira?
(Comentei
Um dia)
Quando caíam no piso de cerâmica
Pensava em você na sua cozinha.
Há três minutos,
A porta se abriu,
Deslizou lentamente, bateu
Na mesa e caiu um dentro
Da poncheira de vidro.
Fez um som maravilhoso.
E já não havia você pra lembrar.
Que se colam em porta
De geladeira?
(Comentei
Um dia)
Quando caíam no piso de cerâmica
Pensava em você na sua cozinha.
Há três minutos,
A porta se abriu,
Deslizou lentamente, bateu
Na mesa e caiu um dentro
Da poncheira de vidro.
Fez um som maravilhoso.
E já não havia você pra lembrar.
domingo, 22 de março de 2015
A pipa no céu
Pertence ao vento.
(Basta que solte
A linha dos dedos)
Coragem não é enfrentar
Os monstros reais, mas
As figuras intocáveis
Das nuvens.
[Minha mãe apoia o rosto
Contra a grade da janela e olhando a rua
E pensando na sua vida de setenta e nove anos
A minha alma que sente no seu coração a saudade]
Pertence ao vento.
(Basta que solte
A linha dos dedos)
Coragem não é enfrentar
Os monstros reais, mas
As figuras intocáveis
Das nuvens.
[Minha mãe apoia o rosto
Contra a grade da janela e olhando a rua
E pensando na sua vida de setenta e nove anos
A minha alma que sente no seu coração a saudade]
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