São só poemas.
Não morras por eles.
Mas pela poesia que gera
Tua energia em pecar
Todos os dias.
Peca,
Meu filho.
segunda-feira, 23 de março de 2015
Sabe aqueles enfeites com ímã
Que se colam em porta
De geladeira?
(Comentei
Um dia)
Quando caíam no piso de cerâmica
Pensava em você na sua cozinha.
Há três minutos,
A porta se abriu,
Deslizou lentamente, bateu
Na mesa e caiu um dentro
Da poncheira de vidro.
Fez um som maravilhoso.
E já não havia você pra lembrar.
Que se colam em porta
De geladeira?
(Comentei
Um dia)
Quando caíam no piso de cerâmica
Pensava em você na sua cozinha.
Há três minutos,
A porta se abriu,
Deslizou lentamente, bateu
Na mesa e caiu um dentro
Da poncheira de vidro.
Fez um som maravilhoso.
E já não havia você pra lembrar.
domingo, 22 de março de 2015
A pipa no céu
Pertence ao vento.
(Basta que solte
A linha dos dedos)
Coragem não é enfrentar
Os monstros reais, mas
As figuras intocáveis
Das nuvens.
[Minha mãe apoia o rosto
Contra a grade da janela e olhando a rua
E pensando na sua vida de setenta e nove anos
A minha alma que sente no seu coração a saudade]
Pertence ao vento.
(Basta que solte
A linha dos dedos)
Coragem não é enfrentar
Os monstros reais, mas
As figuras intocáveis
Das nuvens.
[Minha mãe apoia o rosto
Contra a grade da janela e olhando a rua
E pensando na sua vida de setenta e nove anos
A minha alma que sente no seu coração a saudade]
sábado, 21 de março de 2015
Acredito que ao mudar de casa
As árvores da calçada seguirão
Os meus passos e quando girar
O pescoço voltar minha cabeça
As árvores vão parar, coçar as
Costas, assobiar, como se não
Soubessem do mútuo encanto.
Entrar pela janela do quarto
Ultimamente a elas já é comum.
(Estiram os galhos e me beijam).
As árvores da calçada seguirão
Os meus passos e quando girar
O pescoço voltar minha cabeça
As árvores vão parar, coçar as
Costas, assobiar, como se não
Soubessem do mútuo encanto.
Entrar pela janela do quarto
Ultimamente a elas já é comum.
(Estiram os galhos e me beijam).
sexta-feira, 20 de março de 2015
A minha irmã é uma santa.
Estarrecida das figuras abstratas
E monstros encardidos pelas cerâmicas
(Há séculos) resolveu ela própria dá um jeito
Em minha apatia: Ao pisar no tapete do banheiro
Tenho a sensação de entrar em um paraíso de nuvens brancas.
(Agora, sim,
Um ambiente sadio
Pro Sátiro tomar banho
Com as suas fadinhas)
Estarrecida das figuras abstratas
E monstros encardidos pelas cerâmicas
(Há séculos) resolveu ela própria dá um jeito
Em minha apatia: Ao pisar no tapete do banheiro
Tenho a sensação de entrar em um paraíso de nuvens brancas.
(Agora, sim,
Um ambiente sadio
Pro Sátiro tomar banho
Com as suas fadinhas)
O primeiro poema do dia.
E não abri a janela da varanda.
A cafeteira (aos sussurros) acabou
De avisar-me que o seu desígnio se cumpriu
Por mais uma manhã. E que só espera a tarde.
Até lá (ao entardecer) já tenho escrito outros poemas.
Aberto a janela da varanda e bebido cinco
Ou seis xícaras de café.
E não abri a janela da varanda.
A cafeteira (aos sussurros) acabou
De avisar-me que o seu desígnio se cumpriu
Por mais uma manhã. E que só espera a tarde.
Até lá (ao entardecer) já tenho escrito outros poemas.
Aberto a janela da varanda e bebido cinco
Ou seis xícaras de café.
quinta-feira, 19 de março de 2015
Para quem tu deixarás os teus inimigos
No último dia de batalha quando tua mente
Não tiver mais força pra erguer uma bandeira
E empunhar uma espada? Não contes com o coração.
O teu coração nunca fez parte desse jogo de veneno e falácia.
Nem contes com o poeta.
Naquele tempo ébrio, as flores
Traziam ao dia seguinte uma nuvem escura.
Não
Mais.
No último dia de batalha quando tua mente
Não tiver mais força pra erguer uma bandeira
E empunhar uma espada? Não contes com o coração.
O teu coração nunca fez parte desse jogo de veneno e falácia.
Nem contes com o poeta.
Naquele tempo ébrio, as flores
Traziam ao dia seguinte uma nuvem escura.
Não
Mais.
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