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domingo, 29 de janeiro de 2012

pela eternidade que me sucumbe

Um poeta desatento é uma palavra
intrusa que aborta e sangra
o poema.

Depois de perdido o verso
o outro filho não alivia
o eclipse e a saudade.

São mais que versos
o que faz do poeta
um santo.

Eu, por exemplo, tenho os ombros
de São Francisco de Assis

sobre os quais passarinhos pousam,
fazem suas necessidades e cantam.

1 comentários:

Joelma B. disse...

ombros de poema têm o peso de todas as penas...

beijinho, poeta dos dias!